sábado, 16 de março de 2013

Questões sobre Desistir

Desistir é sempre mais fácil.

Para quê fazer frente aos problemas se podemos, pura e simplesmente, acabar com o que lhes dá origem? Para quê discussões, lágrimas, palavras feias se, com um simples "Desisto" ou "Acabou", podemos sair dessa maçada? Qual é a vantagem de tentar resolver uma situação delicada e podemos fugir dela?

Infelizmente, muito bom coração pensa assim. Não os condeno. Na nossa vida já temos tantos imbróglios que é mais vantajoso desistir de alguns deles, "os mais fáceis" de abdicar.

(In)felizmente, eu não penso assim. Pelo menos nas questões que realmente fazem sentido, que têm um significado mais relevante, faço sempre por ver todas as variantes de resolução do problema e tento adotar a mais correta, tendo em conta as várias partes envolvidas, claro.

Não sou de desistir e, por isso, pergunto-me: não há situações que, por mais problemas que existam, por mais discussões, por mais vontade de desistir que haja, valem sempre a pena? Não há coisas pelas quais valha a pena lutar?

Penso que sim. Sei que sim. Por exemplo, não faz sentido duas pessoas que se amam deixarem, por vontade de uma, de estar juntas por duas ou três incompatibilidades facilmente resolvidas com duas horas de conversa. Não faz sentido acabar com tudo de bom que há por um ou outro problema.

É preciso saber relativizar as coisas, ver o que é mais importante, o que vale e o que não vale a pena. Continuando na esfera do amor, desistir duma relação por dois ou três problemas que existam é abdicar do que foi e do que poderia ser. É abdicar, em si, da pessoa com quem estamos. Vale a pena desistir assim de pessoas? Não há quem mereça luta, esforço, batalha? O amor não é fácil, nunca foi. Mas, se existe, há que agarrá-lo com toda a força que houver. Nunca saberemos quando essa alegria nos baterá à porta de novo...

Desistir é sempre mais fácil. Mas só para um lado.


(Olá de novo!)

domingo, 9 de dezembro de 2012

João e o Sr. Dizquedisse

Era uma vez, num país encantado chamado Portugal, um menino chamado João. Era um rapaz aventureiro, divertido, sempre pronto para ajudar e era um bom amigo. Gostava muito de conversar com os amiguinhos sobre todos os assuntos: aulas, Casa dos Segredos, moda, música e cinema. Só não percebia de futebóis!
Mas, um dia, quando tudo parecia estar bem - o céu azul, o sol de Inverno a aquecer os corações, os risos dos colegas e a alegria do quase-fim-das-aulas - uma estranha criatura apareceu! Sob a forma de cochicho e envolta em quase-verdades - perigosas e venenosas - atacou a conversa que João estava a ter com a sua amiga. Dava-se pelo nome -a criatura, não a amiga - de Sr. Dizquedisse.
João já ouvira falar daquele ser medonho. Mas nunca sentira o seu poder como naquele dia. O Sr. Dizquedisse lançou um poderoso feitiço que fez com que os colegas de João o atacassem com acusações sem pés, nem cabeça, nem tronco, nem membros. E estes, sem ao feitiço puderem renunciar, acusaram João de dizer coisas que a ele não lhe diziam respeito.
João sentiu-se magoado. De repente, o céu ficara cinza-depressão e a chuva substituira o sol, como se do choro do céu, copioso e infeliz, se tratasse. Mas logo na hora resolveu fazer frente ao Sr. Dizquedisse para acabar com aquela intriga!
Sim, porque o Sr. Dizquedisse era um feiticeiro que atacara o Mundo todo! E não havia quem o destruisse. Afinal, o Sr. Dizquedisse era o filho da Dona Cusquice, uma poderosa bruxa. E juntos, de quando em vez, atacavam as mentes das pessoas e os problemas surgiam.
Por isso, João muniu-se da sua mais poderosa arma, a Verdade, e, com a ajuda da sua Fada-madrinha, atacou a maldosa criatura.
O Sr. Dizquedisse não resistiu. Ninguém resiste à Verdade. Os raios sinceros dela atingiram o Sr. Dizquedisse no seu veneno e este extinguiu-se no ar como uma nuvem, não sem antes prometer voltar. Os colegas de João ficaram livres da malição e reconheceram ao João que tinham errado.
No final do dia, o sol beijou-os a todos na face e presenteou-os com uma semana de alegria e calor invernoso!

Vitória, vitória, acabou-se a história!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Morte nos Carris

Não se deixem levar pelo título romântico-policial do texto de hoje! O tema não tem nada de fictício nem sequer é aberto a piadas. Bem, pelo menos não a parte séria. O resto... bem, já sabem como eu sou!

O comboio que parte às 9 horas da Estação (linda e maravilhosa) da Granja, ao chegar à Estação de Francelos (entre Miramar e Valadares), atropelou mortalmente um homem. Consequentemente, essa circulação parou, assim como as seguintes. Ou seja, eu, que me encontrava no comboio imediatamente seguinte ao comboio-atropelador, fiquei preso cerca de meia hora na Estação devido ao acidente.
O impressionante disto tudo (e quero desde já salientar que tudo aquilo que vou escrever é VERÍDICO e que não é nenhuma forma jocosa da minha parte) foram as reações das pessoas.

Primeiro, uma passageira do comboio onde me encontrava, curiosamente, sentada à minha frente, mal o comboio parou e nos apercebemos que algo de muito errado acontecera, saltou do banco, correu para a porta, olhou para fora e gritou para dentro da carruagem "EU VI TUDO!!!". Claro que não tinha visto nada. Tinha estado, até então, a olhar para mim e a falar ao telemóvel. Mas foi a única que andou sempre a correr de um lado para o outro a trazer novidades, declarando sempre que tudo tinha visto, apesar de já ninguém acreditar nela.

Segundo, depois de eu ter saído da carruagem, 5 carros pararam à minha frente para me perguntar o que se passara. Perguntar não custa e não tem mal nenhum. Interromper o trânsito é que não! Aliás, chegaram a importunar a chegada de uma das ambulâncias só por causa da cusquice (não é que a ambulância fosse adiantar de alguma coisa, mas...).

Terceiro, e acho que foram as reações mais estúpidas mas, admito, as que me deram mais vontade de rir, um homem exclamou aos passageiros "Foda-sa, podia ter-se morto ontem à noite! Agora vai atrasar a vida de todos!". E uma senhora afirmou "Já ninguém respeita os sinais de trânsito!", ao que eu respondi que a pessoa (ainda não se sabia o sexo da vítima) podia ter mesmo querido ser atropelada. E ela, "Acha? Que horror!".

Não sei, sinceramente, como é que os profissionais que foram chamados ao local (polícia, bombeiros,...) conseguiram aturar as interrupções constantes dos passageiros e das pessoas que passavam na zona. Algumas chegavam a ser martirizantes!

A curiosidade altera-nos por completo! Felizmente, liguei ao meu pai que teve a possibilidade de me levar à faculdade. Senão, lá tinha eu ficado mais uns tempos a aturar cusquices e a ouvir disparates.

domingo, 28 de outubro de 2012

Voltei (e Problemas de Comunicação)

Ya, quase dois meses depois sem dar notícias (pelo menos não por aqui) decidi regressar e tentar voltar a dar uso ao meu querido Bennu que há muito que não arde.

Porém, e para começar, tenho más noticias: o Moisés desapareceu! Na sexta, depois das quatro, nunca mais o vimos, nem em casa, nem nas redondezas. Estamos todos aflitos (inclusivé a Rafa que o odiava como tudo) e eu só quero que ele volte são e salvo. Até lá, vou continuar a fazer os possíveis para o encontrar.

O tópico que me fez voltar aqui foi, de facto, os Problemas de Comunicação. Não, não estou a falar do chat do Facebook, nem do MSN (ainda há quem o use?), nem Twitter, nada disso! Estou a falar de conversas cara-a-cara em que, supostamente, os seus intervenientes se entenderiam mutuamente. Supostamente porque, a ter em conta algumas (felizmente!) conversas que tenho tido, o pessoal já não se sabe expressar! Dizem A quando querem dizer B, pensam C e fazem D, querem E mas fazem por F! Não entendo!
Estas falhas graves levam a que eu (agora dirigindo-me para as conversas que me andam a deixar fora de mim!) leve à letra aquilo que me dizem e depois leve com alto chapadão porque, afinal, "não era bem isso que queria dizer"! WTF!!! Se não era isso que querias dizer, disseste-o porquê?
"Ah, não posso levar esta minha vida assim, tenho de mudar de rumo". Next day, "Olha, fiz merda de novo". A sério, apetece-me gritar!

Simplesmente não atinjo o problema comunicativo que anda a afetar imensa gente. Depois quem se fode sou eu, como sempre...

Bem, espero que continuem a seguir-me e a comentar. Espero também aparecer mais vezes por aqui. Sinceramente, já sentia falta.

Até à próxima :P

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Amar Amares

Eu sei que já não apareço cá há séculos. Mas faltou-me o tempo (que mesmo em férias é pouco), paciência e, admito, inspiração. Mas, um mês e 15 dias de ausência depois, cá estou eu para vos escrever! Desta vez sobre a minha semana de férias em Amares, Braga.

No sábado, eu, os meus pais e irmãs, a minha tia e primas, "encarramos" numa viagem de hora e meia rumo a Amares. Lá, ficamos alojados numa quinta que recomendo vivamente a quem quiser passar uns dias descansados numa casa com piscina, campo de ténis, ginásio, cavalos, uns pequenos-almoços incriveis com compotas e mel feitos na própria quinta, mas, principalmente, com um ambiente calmo e acolhedor. (http://www.quintadoburgo.com/)
Claro que eu e o resto da malta jovem queriamos era piscina o dia todo! Ainda assim, reservamos dois dias (que por acaso não estavam nada agradáveis para piscina) para visitar a zona e arredores. E foi numa dessas visitas que vi como se fazem os famosos Corações de Viana, que, para ficarem a saber, de Viana não têm nada. Estes corações são feitos em oficinas que se situam na Póvoa de Lanhoso e, oficialmente, chamam-se Corações Minhotos ou do Minho. Viana é apenas a "montra do ouro português para o mundo" (palavras da dona da oficina onde vimos a elaboração de um coração desde o inicio. http://www.oficinadoouro.com/ Visitem!)
Fiquem a saber que comi em restaurantes fabulosos! Churrasqueira Minhota (melhor cheesecake de sempre) e Taberna do Amaro (francesinha espectacular), locais que recomendo não só pela simpatia do atendimento como também pela comida maravilhosa!
Fomos três noites a um bar de uma quinta lá próxima (http://www.quintalagodoscisnes.com/) onde os gelados são gigantes e os crepes são tão bons como os meus (o que é óptimo!). À meia-noite, religiosamente, um fogo preso animava o fim de mais um dia!
Foi uma semana mesmo boa, tanto para o relaxe mental como para a engorda. Sim! Não disse não uma única vez a uma guloseima! E, já se sabe, agora é dieta religiosa.
Quer dizer, seria dieta religiosa se não fosse já para Lisboa, para casa de uma tia que adora cozinhar como eu e é perita em doces incríveis!

Até para a semana!